História da Igreja

Saiba mais sobre Dom Carlos Duarte Costa, São Carlos do Brasil



Nasceu a 21 de Julho de 1888 na Freguesia de Santo Antônio, no Rio de Janeiro, na Rua Silva Manuel, N.º 48, na residência de seu tio, o então Cônego Eduardo Duarte da Silva. Filho de João da Matta Francisco Costa e Dona Maria Carlota Duarte da Silva Costa. Concluiu seus estudos primários no Colégio Santa Rosa, em Niterói, Rio de Janeiro. Aos nove anos seu tio, agora Bispo de Goiás, o levou para Roma para estudar no Colégio Internato Pio-Latino Americano. Retornando ao Brasil por motivos de saúde, terminou seus estudos Filosóficos e Teológicos em Uberaba, ordenando-se presbítero no dia 1º de abril de 1911, pelas mãos do Cardeal Dom Joaquim Arcoverde.
Após sua ordenação, trabalhou com seu tio Dom Eduardo em Uberaba como secretário, e, a 04 de março de 1912, mudou-se para o Rio de Janeiro para ser o pároco coadjutor da paróquia de Santa Rita, onde permaneceu até 03 de setembro de 1913, quando foi transferido para a Paróquia da Glória. Em 05 de fevereiro de 1914 foi nomeado pároco coadjutor da Cura da Catedral do Rio, e logo após, pároco da Igreja da Luz, onde permaneceu até 1916, quando foi nomeado Secretário do cardeal Dom Sebastião Leme, exercendo essa função até 24 de maio de 1923, quando foi nomeado Vigário Geral da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Devido a morte de Dom Lúcio em 1923, Botucatu permanecia como diocese vacante, até que em 04 de julho de 1924, o Papa Pio XI nomeou Dom Carlos como o segundo Bispo de Botucatu.

Com a experiência administrativa adquirida na Arquidiocese do Rio de Janeiro, fundou o jornal “O Apóstolo” para que os fiéis fossem evangelizados e assim pudessem acompanhar a vida religiosa da Diocese. Também construiu o Orfanato para Meninas “Amando de Barros”, satisfazendo dessa forma, a vontade do finado Coronel. Mas a grande aspiração de Dom Carlos era construir uma majestosa Catedral, uma vez que a antiga (de 1888) não tinha mais condições, e a 08 de dezembro de 1927, dois anos após sua chegada a Botucatu, lançou a pedra fundamental da Catedral de Sant’Ana. Fundou a Congregação das “Missionárias de Santa Terezinha do Menino Jesus” em 07 de junho de 1928 na cidade de Botucatu. Com a vinda do curso ginasial e da Escola Superior de Comércio para o prédio Seminário em 1934, Dom Carlos decidiu construir um Novo Palácio Episcopal para que o Seminário mudasse para o Prédio do Palácio Episcopal.
Sua sagração episcopal ocorreu no dia 08 de dezembro de 1924, na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, sendo sagrado pelo Cardeal Dom Sebastião Leme, tendo como assistentes: Dom Alberto José Gonçalves, Bispo de Ribeirão Preto e Dom Benedito de Paula, Bispo Diocesano do Espírito Santo.
O 2º Bispo de Botucatu, Dom Carlos Duarte Costa, tomou posse a 01 de fevereiro de 1925. Seu lema episcopal era: “Dominus Illuminatio Mea”, que quer dizer “O Senhor é minha Luz”

Com a experiência administrativa adquirida na Arquidiocese do Rio de Janeiro, fundou o jornal “O Apóstolo” para que os fiéis fossem evangelizados e assim pudessem acompanhar a vida religiosa da Diocese. Também construiu o Orfanato para Meninas “Amando de Barros”, satisfazendo dessa forma, a vontade do finado Coronel. Mas a grande aspiração de Dom Carlos era construir uma majestosa Catedral, uma vez que a antiga (de 1888) não tinha mais condições, e a 08 de dezembro de 1927, dois anos após sua chegada a Botucatu, lançou a pedra fundamental da Catedral de Sant’Ana. Fundou a Congregação das “Missionárias de Santa Terezinha do Menino Jesus” em 07 de junho de 1928 na cidade de Botucatu. Com a vinda do curso ginasial e da Escola Superior de Comércio para o prédio Seminário em 1934, Dom Carlos decidiu construir um Novo Palácio Episcopal para que o Seminário mudasse para o Prédio do Palácio Episcopal.

Concretizado o plano, a 02 de fevereiro de 1932 lançou a pedra fundamental do novo Palácio, e já em 1934, Dom Carlos estava residindo no novo Palácio. Na década de 30 foi um dos grandes articuladores da Liga Católica Eleitoral, onde defendia o voto católico a políticos também católicos. Pretendia dessa formar preservar o princípio Cristão nas Leis e Atos Políticos, como por exemplo, a criação de uma norma legal para o divorcio, que é um ato negado aos pobres pela Igreja católicas, mas amplamente amparado pela Bíblia. Em 1932, por ocasião da Revolução Constitucionalista, Dom Carlos formou um “Batalhão dos Caçadores Diocesano”, mais conhecido como o “Batalhão do Bispo”, para lutar ao lado das Tropas Constitucionalistas. Tal ato causou grande repercussão nacional; Houve quem o apoiasse, pois sendo Dom Carlos carioca, levantou a bandeira paulista e fez mais que muitos compatriotas; Mas houve também quem desaprovasse, por sórdida inveja ao seu desempenho popular, agindo como verdadeiro Moisés, buscando por todas as formas e meios libertação para o povo brasileiro.
De certo, tal inveja e perseguição de outros membros do clero, não atrapalhou os planos do Bispo, e a meados de setembro de 1932, as tropas rumaram de trem a São Paulo e se engajaram junto às tropas paulista na luta Constitucionalista em favor dos desamparados operários. Depois de doze anos à frente da Diocese de Botucatu, Dom Carlos foi obrigado a renunciar devido a dois grandes problemas: Seu envolvimento político diferente da latifundiária Igreja Romana e a considerada má administração dos bens da Diocese, que ele colocou a disposição dos humildes, desobedecendo e desagradando o Papa. Em razão da construção da nova Catedral, do Orfanato e do Colégio, além de outros empreendimentos, Dom Carlos inicia a venda de vários bens da Diocese para poder sanar as dívidas, contraídas com a finalidade de amparar, ajudar e socorrer os pobres e famintos da época. Os benefícios de sua brilhante administração ainda estão erguidos na cidade paulista de Botucatu, como prova de sua destemida capacidade.
Esse espírito bondoso e caridoso do Santo Bispo, desagradou muitíssimo a corte romana e o Papa Pio XI resolveu afastar Dom Carlos do governo da Diocese de



Botucatu, obrigando-o de forma traiçoeira, a pedir sua renúncia. A renúncia de Dom Carlos ocorreu no dia 06 de outubro de 1937. Após a aceitação da renúncia, Dom Carlos foi nomeado Bispo Titular de Maura, uma Diocese extinta. A situação da Mitra de Botucatu era muito delicada. Em 1923 o patrimônio deixado por Dom Lúcio era de 3.000.000$000 (Três Mil contos de réis), constituído pelos seguintes bens: Uma grande Fazenda de café em Bernardino de Campos, uma Chácara com setenta mil pés de café e cem mil pés de eucalipto, várias casas, benfeitorias, etc. Em outubro de 1937, quando Dom Carlos foi afastado da diocese latifundiária, a Mitra de Botucatu havia gastado (por cambial, títulos, contas correntes, créditos trabalhistas, manutenção do Ginásio Diocesano e outras contas diversificadas) a importância de mais de 2000.000$000 (Dois Mil contos de réis). Estava executado o plano pastoral de devolver ao povo, e principalmente, aos operários necessitados , os bens que a rica diocese havia acumulado, com a finalidade de manter como marajás o bispo e o clero.
Após sua “renúncia forçada”, Dom Carlos, abandonou definitivamente a vida de rico capitalista, imposta pelo Vaticano e foi residir humildemente, na cidade do Rio de Janeiro onde escarnecido, permaneceu até sua morte. Mas o que Dom Carlos havia realizado em Botucatu era só o começo. Descontente com situação de dominação a que estava submetido o povo brasileiro e principalmente o sacrificado operariado, obrigado a renunciar aos lucros da produção de seu trabalho, Dom Carlos intensificava sua atuação política e inicia fortes críticas a Igreja Católica Romana. Várias foram as atitudes políticas de Dom Carlos contra a Igreja de Roma (Católica). Em 1944, Dom Carlos prefacia o livro “O Poder Soviético”, de autoria de Deão Canterbuy, chefe da Igreja Anglicana. Tal ato repercutiu positivamente em todo o país: Como um Bispo Católico poderia defender um Bispo Protestante? Em 10 de julho de 1944, Dom Carlos foi proibido de pregar o Evangelho de Cristo e confessar os fieis, decisão essa proferida pela Câmara Eclesiástica em retaliação aos pronunciamentos proferidos pelo Bispo de Maura contra os dogmas e doutrina de subjugação ensinada pela da Igreja Católica Romana.
Várias foram as atitudes políticas de Dom Carlos contra a Igreja de Roma (Católica). Em 1944, Dom Carlos prefacia o livro “O Poder Soviético”, de autoria de Deão Canterbuy, chefe da Igreja Anglicana. Tal ato repercutiu positivamente em todo o país: Como um Bispo Católico poderia defender um Bispo Protestante? Em 10 de julho de 1944, Dom Carlos foi proibido de pregar o Evangelho de Cristo e confessar os fieis, decisão essa proferida pela Câmara Eclesiástica em retaliação aos pronunciamentos proferidos pelo Bispo de Maura contra os dogmas e doutrina de subjugação ensinada pela da Igreja Católica Romana. No dia 06 de junho de 1944, Dom Carlos é preso em sua residência acusado de Comunismo, permanecendo preso até 06 de setembro de 1944, quando foi solto a pedido da Associação Brasileira de Imprensa e das Nações Unidas, que interveio junto ao Governo Brasileiro por intermédio de suas embaixadas em favor do Santo dos pobres.
Várias foram as advertências feitas a Dom Carlos pela administração Apostólica

Romana. Mas quanto mais era advertido, mais defendia a fé Cristã, os operários, e a pátria contra os fascistas e nazistas existentes na Igreja e sua Hierarquia. Esgotadas as possibilidades de submissão com Dom Carlos, o mesmo foi, segundo dizem, excomungado pela Santa Sé. Ao saber da excomunhão, Dom Carlos, calmamente, pois havia fundado a Igreja Católica Apostólica Brasileira a 06 de julho de 1945. Em seu maravilhoso “manifesto à Nação”, Dom Carlos critica a Igreja Católica Romana e fala de sua recém fundada Igreja Católica Apostólica Brasileira. Apesar de Dom Carlos já ter sido afastado como Bispo membro da Igreja Católica não mais exercendo qualquer cargo ou função nela, a 24 de julho de 1946, Dom Carlos foi novamente “excomugado vitando”, isto é, um excomungado a ser evitado por qualquer católico romano, noticia que ele recebeu com alegria pois desejava ardentemente ser esquecido e também esquecer que um dia havia pertencido à igreja que mais contribuiu para exploração dos negros e dos operários brasileiros. Ele se envergonhava quando diziam que havia sido membro da igreja do Papa. Faleceu no Rio de Janeiro a 26 de março de 1961, 16 anos após a fundação da Igreja Católica Apostólica Brasileira, a mesma que nasceu na regência Trina do Padre Diogo Feijó, banhada com martírio de Frei Caneca, apregoada pelo sábio Rui Barbosa e exterminada criminosamente com o assassinato do Cônego Manoel Amorim de Itapira – SP.